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Foi muito boa a idéia de explorar com os “agentes da bola” quais caminhos o futebol apresenta hoje. O Correio da Bahia fez uma suíte (sequência de matérias) interessante sobre o tema, mas poderia ter ido além.

As fontes foram bem escolhidas, a redação foi isenta e enxuta (até demais), mas faltou o lado prático. Poderiam, por exemplo, mostrar os elencos atuais no futebol baiano e como os agentes ajudaram a montá-los.

Talvez isso preenchesse mais saudavelmente parte do imenso espaço da foto da matéria. Porém, não quero parecer o crítico, pois vale mais ressaltar o lado bom do que lamentar as inevitáveis falhas de um órgão da grande imprensa, quase sempre superficial e óbvio. Ou seja, dessa vez, o Correio foi além.

Quero apenas oferecer um contraponto à opinião dos agentes que acreditam que a privatização dos clubes de futebol seja o caminho de nossas equipes. Apenas para ser raso, como são os jornais, isso é exatamente o que já existe desde o século passado e não funciona. O caminho agora é o oposto.

Profissionalizar, enquadrar e depois sim, talvez, privatizar. Posso me surpreender, mas acredito que essa geração que aí está não será capaz fazer essa transição. Mesmo considerando que a humanidade “caminha com passos de formiga e sem vontade”, estamos cada vez mais atrasados para pegar o bonde para o futuro.

Uma dica para o Correio: vale acreditar que pode mostrar não só o que a Bahia quer saber, mais o que a Bahia precisa saber, ou seja, o que ela quer, mas não sabe disso. Ainda.



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